Fofo, fofo, fofo!



Depois de exibições nos festivais de Sundance e Berlim, “O amor é estranho” é uma sensação no mercado americano. O filme faz parte de uma trilogia iniciada com “Deixa a luz acesa” (2012 - que eu não gostei muito...) e que vai terminar com o ainda em elaboração “Thank you for being honest” (sobre duas famílias lidando com a amizade de dois garotos, um deles "efeminado."), todos escritos pelo diretor americano Ira Sachs em parceria com o roteirista carioca Mauricio Zacharias.

Protagonizado por John Lithgow e Alfred Molina, o longa-metragem narra a história de um casal de 50 e muitos anos, juntos há quase 40. Eles decidem oficializar a união, o que leva um deles a ser demitido da escola católica em que leciona música. A partir daí, os problemas financeiros e a dificuldade em manter a casa dão o rumo à trama.

- “O amor é estranho” foi feito fora do esquema de Hollywood. Acho que não apenas pelos personagens serem gays, mas também por eles terem mais de 50 anos. É difícil Hollywood abraçar uma história desse tipo - afirma Ira Sachs.

O que é difícil para Hollywood, porém, não é nada impossível para o público. Primeiro, “O amor é estranho” foi completamente aclamado pela crítica americana. No Rotten Tomatoes, site que faz uma média das avaliações de críticas publicadas em jornais e na internet, sua aprovação é de 98% e só perde na lista do site para "Boyhood", a sensação indie do ano passado. Lithgow está cotado para o Oscar.

Apesar disso, não foi tão fácil convencer os produtores a bancar o minúsculo orçamento de US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 2,46 milhões).

"É um filme que tem um casal gay como personagens centrais. Ainda há uma relutância grande em Hollywood com o tema", diz Zacharias. "Encontramos 28 indivíduos que ajudaram a financiar, a maioria lésbicas aposentadas, levadas por uma produtora de musicais da Broadway. E a produtora brasileira RT Features entrou no final do processo. Todos já receberam o dinheiro de volta e mal entramos em cartaz", diz Zacharias

Depois da crítica, foi a vez de os espectadores celebrarem “O amor é estranho”. O filme estreou nos EUA em 22 de agosto, em apenas 5 cinemas. Na segunda semana, pulou para 27. Na quarta, para 44, na sexta semana em cartaz, já contabilizava 112 salas.

- Desde seu lançamento, o filme tem sido bem recebido pelos espectadores e pelo cinema comercial americano. Eu fico muito feliz que eu e o Mauricio estejamos conseguindo contar histórias que nem sempre são contadas - diz Sachs. - Eu acho que “O amor é estranho” funciona porque ele tem uma boa história, que leva as pessoas a se conectarem afetivamente. Como cineasta, eu não acho que eu tenho uma missão de tratar de determinados assuntos. Minha missão é pessoal: ser aberto e atento aos detalhes da vida humana.

Comentários

Qdo eles perceberem q isto tb é um filão econômico todos passarão a investir e o "preconceito" acaba ...
Será que já tem pra "pescar"? rs
Claro que tem - foi assim que eu assisti...

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