Dias sem trovão

A verdade é que o rodízio "drástico" virá - pelo menos onde moro e trabalho. No cenário mais pessimista, serão 5 dias sem água, seguidos de 2 com ela (provavelmente sem pressão suficiente pra aliviar de verdade) logo no início de abril. E se esse cenário já é discutido para o "início", imagina o que será meses afora? Porque chuva, quando vem, é só em dezembro.

Medo. Mais por elas (e os cãezinhos) que por mim.

Prefeitura já teme saques e violência (#ItuFeelings). E o pessoal já começa a estocar água. Comprei um balde de 60 litros pra mim e 2 para as meninas. É pouco, mas eram os últimos da loja e já com preços inflacionados em relação a dois dias atrás. E pela maneira como a questão vem sendo tratada nas últimas décadas (o jornal Folha já denunciava em 2003 que não haveria água em SP já em 2010), duvido que haverá alguma contingência tranquila para acesso a água mineral e afins na cidade. Se obras de transposição não saem do papel (e só ficariam prontas em 2016), há meses que deveriam pelo menos estar fazendo comboios de caminhões-pipa 24h/dia, 7d/semana, pra "segurar" a tal represa... Mas decretar calamidade pública ninguém quer.

Quem viver, verá.

Comentários

Lobo disse…
Sabe o que mais me irrita nessa situação toda?

É o fato de quererem culpar e sobretaxar a população, quando quem tem a maior parcela de culpa são as empresas gestoras de água pela não manutenção do sistema e desperdício absurdo de água, a indústria e a agricultura!

Até agora não vi nenhuma medida pra coibir o uso da indústria, por exemplo. Só em caso de racionamento extremo, segundo eles. Quer dizer, fodam-se vocês, foda-se que tem pouca água, quero dinheiro.

Tem mais é que ter saque e violência mesmo.

Outra coisa que me irrita é a questão da água só virar discussão agora que a estiagem chegou no sudeste. Em muito canto Brasil afora já é assim a nhenhentos anos e nego caga pra isso. Mas isso já acho que é outra história.

Vamos sobreviver. Só vai ser meio chato se acostumar com menos água, mas ultimamente eu tenho sido a favor da conscientização por meio do choque. Vai ver assim as pessoas começam a ter um pouco mais de consciência a respeito da água no ambito pessoal. Nesse ponto, até acho o que está se passando bem positivo.
Lobo disse…
E Edu, agora não se tem muita coisa a fazer a respeito do Cantareira. Mesmo que chovesse o suficiente pra encher o sistema, ele não vai segurar a água, porque a mata ciliar já foi quase toda devastada e o solo que já secou vai absorver a água. Até chegar ao ponto de ele impermeabilizar de novo e começar a acumular água na superfície, iria demorar um bocado. Nem 300 caminhões pipa por dia resolveriam.

Caminhões que trariam água da onde? :p
Querido, tudo na vida passa e nos adequamos às novas realidades ... esta crise é cíclica, lembro de minha mãe q contava de seca semelhante no sudeste na década de 50 ... aí passa e tudo volta ao normal ... uma boa oportunidade para educar a sociedade e para planejarmos melhor a vida e seus ciclos ...

Beijão

ps: ando dando um tempo com as mídias no q concerne à crise hídrica e à crise energética ... ando cansado destes carniceiros ... qto mais trágico melhor pois só assim vendem seus papeis ...

Falta pouco pro Carnaval, Bratz. Daí mudam de assunto.
MauFlo disse…
Verdade Edu, logo chega a folia! Tudo passa, tudo passará!?

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