Não lave sua boca, gosto dela suja!

Um amigo me contava do poliamor, sobre o qual leu em algum lugar. Lhe pedi uma cópia do artigo, ainda não a recebi, mas fiquei com a ponta do dedo fura-bolo coçando até vir batucá-la no vidrinho sensível deste celular (epifanía?)

A razão disto é por ele ter duvidado da minha opinião: eu acredito piamente que  amar a muitos ao mesmo tempo é possível!

Em primeiro lugar: eu escrevo tanto sobre mim que muita gente tem uma noção bem acertada sobre quem/como eu sou. Mas o que eu escrevo e falo não é nem de longe suficiente pra que alguém se creia doutor no assunto Edu. Então me surpreende quando vejo reações incrédulas a eu gostar de Madonna, de Glee ou de calcinhas comestíveis . Não falo isto com raiva, é só uma surpresa genuína.

(E não gosto de calcinhas comestíveis...)

Segundo: a verdade é que nem cientistas, nem filósofos, espiritualistas ou poetas têm a definição precisa do que é o Amor. 

E se ninguém sabe o que ele é, quem sou eu pra achar que alguma das suas formas não seria verdadeira??

Se luta-se há tantos anos pra enfiar nas mentes ignorantes que é possível, normal e natural que um homem ame outro homem (pra ficarmos só com uma das formas de amor) por que uma pessoa amar duas ou três outras (ou uma só exclusivamente!) não o seria?

Não entendo o preconceito...

Ciúme a gente sente independente de ter um parceiro ou quatro! Independente desse parceiro ter um amante real ou inventado na cabeça do ciumento ou de  ele dar afeto a um segundo marido sob o mesmo teto! O conceito da existência do ciúme, por si só, não torna impossível que essa forma de amor exista e seja saudavelmente praticada por um monte de gentes nesta ou em outras culturas, inclusive sem qualquer vestígio do mencionado ciúme. 

Enfim... eu não apenas acredito que o poliamor exista como o acho mais honorável que outra prática largamente aceita entre nós: a dos amantes. Chegam a justificá-la dizendo que ajuda a melhorar a relação principal. E eu digo: de repente ajuda mesmo! 

Notem que discurso no campo das ideias, das possibilidades. Em nenhum momento eu escrevi ter praticado, estar praticando ou ter vontade/preferência de praticar qualquer uma destas e outras das formas de amor. Portanto não coloquem em vossas cabecinhas mais uma ficha lacrada sobre o assunto Edu. Edu cresce, Edu envelhece, Edu experiencia coisas todos os dias que vão lhe abrindo e mudando a mente e o coração. 

Igual que nem ocêis! :-)



Comentários

miguel disse…
"Sem mais la ra ra ra..."
Lobo disse…
Na verdade, a ciência tem sim hahaha
João Roque disse…
Este "ocêi" acredita mesmo no amor, sabias??
Este aqui também! Em todas as suas formas!
Anônimo disse…
Esse foi o post OURO do ano!!!
( ouro, não.....PLATINA!!!)
bjs

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