Das coisas que eu não entendo
"SP: homem é preso por estuprar estudante em ônibus interestadual"
Estudante menina ou estudante menino? Alguns defenestram a "presidenta", como se a exigência da Dona Dilma em ser tratada assim a desqualificasse. SÉRIO? Não existem outras críticas REAIS a se fazer? O gozado é que eu duvido que eles não digam "você sabe que eu te amo..." (misturando 3ª e 2ª pessoa do singular, caso não saibam que isso é "errado"). Pois pra quem gosta de bancar o culto engessando o idioma, linguistas de instituições como USP ponderam: Marcelo Módolo informa que, embora pareça recente, "presidenta" é termo antigo - existe ao menos desde o dicionário de Cândido de Figueiredo, de 1899. (http://revistalingua.uol.com.br/textos/62/artigo248988-1.asp)
A questão é maior. É sobre nosso (humano) velho hábito de lançar mão de quaisquer armas para atacar e ofender. Eu faço isso (e sou bom na arte, viu?), vocês fazem isso. Mas quando vem um evangélico nos chamar de aberração, aí não pode. E não pode mesmo! Só que a "paz no mundo" é um sonho distante, portanto seria bacana se pelo menos a turma que passa a vida sendo aviltada (gays, negros, mulheres, etc.) se limitasse a não repetir esse comportamento à toa, às cegas.
Na verdade eu não ia escrever sobre isto (até porque Inês é morta). Foi apenas a manchete acima que me obrigou a clicar nela pra saber se a vítima era coisa ou coiso. "Estudanta" teria me poupado o trabalho. Preguiça. :-)
(E também não aconteceu nada além de "meu diário" ontem, pra contar: fui pra cama mais cedo, aproveitando essa mesma preguiça que pintou...)
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Em tempo, a vítima continua sendo uma menina, mas agora o assassino também: "Se não vai ficar comigo, não vai com mais ninguém", diz menor suspeita de matar estudante em GO
Estudante menina ou estudante menino? Alguns defenestram a "presidenta", como se a exigência da Dona Dilma em ser tratada assim a desqualificasse. SÉRIO? Não existem outras críticas REAIS a se fazer? O gozado é que eu duvido que eles não digam "você sabe que eu te amo..." (misturando 3ª e 2ª pessoa do singular, caso não saibam que isso é "errado"). Pois pra quem gosta de bancar o culto engessando o idioma, linguistas de instituições como USP ponderam: Marcelo Módolo informa que, embora pareça recente, "presidenta" é termo antigo - existe ao menos desde o dicionário de Cândido de Figueiredo, de 1899. (http://revistalingua.uol.com.br/textos/62/artigo248988-1.asp)
A questão é maior. É sobre nosso (humano) velho hábito de lançar mão de quaisquer armas para atacar e ofender. Eu faço isso (e sou bom na arte, viu?), vocês fazem isso. Mas quando vem um evangélico nos chamar de aberração, aí não pode. E não pode mesmo! Só que a "paz no mundo" é um sonho distante, portanto seria bacana se pelo menos a turma que passa a vida sendo aviltada (gays, negros, mulheres, etc.) se limitasse a não repetir esse comportamento à toa, às cegas.
Na verdade eu não ia escrever sobre isto (até porque Inês é morta). Foi apenas a manchete acima que me obrigou a clicar nela pra saber se a vítima era coisa ou coiso. "Estudanta" teria me poupado o trabalho. Preguiça. :-)
(E também não aconteceu nada além de "meu diário" ontem, pra contar: fui pra cama mais cedo, aproveitando essa mesma preguiça que pintou...)
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Em tempo, a vítima continua sendo uma menina, mas agora o assassino também: "Se não vai ficar comigo, não vai com mais ninguém", diz menor suspeita de matar estudante em GO
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