Bom suar, Paris!
A grande aventura de ontem foi a Saga do Crachá Perdido. Minhas críticas à Igreja devem ter irritado São Longuinho e o danado escafedeu com minha identificação...
... que serve só pra eu abrir a cancela do estacionamento da Firma, mas...
... maaaaas como eu não acredito em santos nem em milagres (segundo suas definições cristãs), depois de revirar o carro 3 vezes (incluindo porta-malas), a casa 2 vezes (incluindo geladeira), perguntar na portaria, pedir ajuda aos universitários e quase dar os três pulinhos (no lo creo em brujas pero que las hay, las hay...), meti-lhe um fluxo sanguíneo "turbo" na massa cinzenta e refiz cientificamente os meus passos:
- ... A jaqueta!
Jaquetão de couro usado na sexta-feira. Não sei por que cargas d'água (de onde vem essa expressão??*) coloquei o crachá no bolso interno do dito cujo em vez de na mochila, como sempre faço. E o meu cérebro nunca foi bom em registrar mudanças na rotina... Mas enfim... chupem essa, santos e gnomos!
(Preciso de um banho de sal grosso...)
---
*Ignorar o motivo, desconhecer as causas ou o processo que levou a um determinado resultado.
A expressão data de fins do século XIII, quando começaram as primeiras navegações portuguesas em águas do Atlântico norte. Região sujeita a súbitas tempestades, era freqüente que as naus se dirigissem às ilhas açorianas ou de Madeira, e acabassem chegando às costas marroquinas ou senegalesas. Daí a expressão significar "desconhecer como algo se passou"
Fonte(s):
Cascudo, Luís Câmara, Expressões do Brasil, Natal: Fundação de Estudo do Folclore da UFRN (há uma reedição da Editora Globo)
Farinha, António Maria, Expressões do Português: Origens e Significados, Lisboa: ***írio e Alvim (você pode importar pela Livraria Portugal ou Cultura)
Shakur, Mohammad (ed)., O Mundo Árabe, Rio de Janeiro: Edição da FEARAB, 1.956 (a Federação das Entidades Árabes do Brasil envia de graça)
ou
(...) João Ribeiro mostra que já no 'Ulíssipo', de Jorge Ferreira, que data de 1547, estão estas perguntas: 'Nisto há de estar a minha vida? e por qual carga d'água?' Diz o autor das 'Frases Feitas', explicando o sentido primitivo da locução: 'A carga d'água fez moer ao moinho e o aguaceiro sempre foi alegado como pretexto para não cumprir alguma obrigação. (...) Mas, quando não chove, é natural que se pergunte ao relapso: Mas por que carga d'água? ou, onde o motivo forte?
Fonte(s):
Júnior, R. Magalhães (da Academia Brasileira de Letras); "Dicionário brasileiro de provérbios, locuções e ditos curiosos."; 1974; Editora Documentário, Rio de Janeiro.
... que serve só pra eu abrir a cancela do estacionamento da Firma, mas...
... maaaaas como eu não acredito em santos nem em milagres (segundo suas definições cristãs), depois de revirar o carro 3 vezes (incluindo porta-malas), a casa 2 vezes (incluindo geladeira), perguntar na portaria, pedir ajuda aos universitários e quase dar os três pulinhos (no lo creo em brujas pero que las hay, las hay...), meti-lhe um fluxo sanguíneo "turbo" na massa cinzenta e refiz cientificamente os meus passos:
- ... A jaqueta!
Jaquetão de couro usado na sexta-feira. Não sei por que cargas d'água (de onde vem essa expressão??*) coloquei o crachá no bolso interno do dito cujo em vez de na mochila, como sempre faço. E o meu cérebro nunca foi bom em registrar mudanças na rotina... Mas enfim... chupem essa, santos e gnomos!
(Preciso de um banho de sal grosso...)
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*Ignorar o motivo, desconhecer as causas ou o processo que levou a um determinado resultado.
A expressão data de fins do século XIII, quando começaram as primeiras navegações portuguesas em águas do Atlântico norte. Região sujeita a súbitas tempestades, era freqüente que as naus se dirigissem às ilhas açorianas ou de Madeira, e acabassem chegando às costas marroquinas ou senegalesas. Daí a expressão significar "desconhecer como algo se passou"
Fonte(s):
Cascudo, Luís Câmara, Expressões do Brasil, Natal: Fundação de Estudo do Folclore da UFRN (há uma reedição da Editora Globo)
Farinha, António Maria, Expressões do Português: Origens e Significados, Lisboa: ***írio e Alvim (você pode importar pela Livraria Portugal ou Cultura)
Shakur, Mohammad (ed)., O Mundo Árabe, Rio de Janeiro: Edição da FEARAB, 1.956 (a Federação das Entidades Árabes do Brasil envia de graça)
ou
(...) João Ribeiro mostra que já no 'Ulíssipo', de Jorge Ferreira, que data de 1547, estão estas perguntas: 'Nisto há de estar a minha vida? e por qual carga d'água?' Diz o autor das 'Frases Feitas', explicando o sentido primitivo da locução: 'A carga d'água fez moer ao moinho e o aguaceiro sempre foi alegado como pretexto para não cumprir alguma obrigação. (...) Mas, quando não chove, é natural que se pergunte ao relapso: Mas por que carga d'água? ou, onde o motivo forte?
Fonte(s):
Júnior, R. Magalhães (da Academia Brasileira de Letras); "Dicionário brasileiro de provérbios, locuções e ditos curiosos."; 1974; Editora Documentário, Rio de Janeiro.
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Beijos
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