Madrugada
Atualmente conheço 5 pessoas que traem os seus parceiros.
Heterossexuais e homossexuais que pulam a cerca de maneira compulsiva, com uma ou várias outras pessoas.
Eu sei que o fazem porque eles mesmos me contam e me apresentam provas.
Dois desses amigos me afirmam que a coisa acontece só "online" (por internet e telefone). Pra não ter meu carinho por eles afetado, e por não ter como (e nem querer) provar o contrário, eu escolho acreditar nisso que me dizem.
Mas eu tenho amadurecido a fórceps desde que segui minha vida sozinho (e o objetivo era esse). Hoje estou consciente de que a traição aqui não é o ato sexual mas a quebra do acordo entre os parceiros.
Enfim... a parte que me afeta diretamente nessas histórias é a que me faz cúmplice. Ou seja, além de trairem seus pares essas pessoas ainda "sequestram" a minha amizade quando me contam o que fazem, porque sou obrigado a conviver com o casal sem poder falar por lado "corno" sobre sua galhada; sou forçado a escolher um lado dessa amizade.
Mas em briga de marido e mulher (ou marido e marido, ou mulher e mulher) a gente não mete a colher... Certo?
Não!
Tenho me achado também egoísta quando me calo diante de seus parceiros! Que deveriam merecer meu respeito, já que amam as pessoas que eu amo e, não duvido, são amados por ela. "Tudo bem" que por vezes nem convivo com o cônjuge. Mas e quando sim? O que meu silêncio faz de mim? Me calo pela comodidade de não ter que me envolver? Onde está o MEU respeito por esses parceiros e mesmo pela relação do casal?
Posso estar pedindo demais. Posso estar cobrando das pessoas uma retidão utópica.
Mas venho não mais aceitando que me façam cúmplice. Ou me afasto dos amigos que chifram - o que infelizmente também me afasta de seus pares - ou lhes aponto seu erro: se sentem tesão e querem transar com outros(as), admitam isso pros parceiros e permitam-lhe o mesmo. Só assim não há traição - nem da parte deles, nem da minha...
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Ê, Duzão... Cê tá ficando um velho chato!
Comentários
Como eu disse, amadurecer dói... mesmo que seja um pouco a cada dia.
Beijos
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